domingo, 8 de setembro de 2013

Informar ou não informar, eis a questão



 Sequenciamento Genético

O sequenciamento genético tem ficado cada vez mais popular, principalmente depois que a atriz Angelina Jolie decidiu realizar mastectomia preventiva quando descobriu, através do sequenciamento genético, que possui mais de 80% de chances de desenvolver câncer de mama, doença que atingiu mãe e tia.
Apartir do sequenciamento genético falhas ou erros nas bases nitrogenadas que compõe o DNA podem ser identificados, possibilitando a identificar a pré-disposição a determinadas doenças.
Contudo surge uma dúvida: caso seja encontrado marcadores para outras doenças que não foram solicitados o paciente deve ou não ser informado?
Apesar da popularização destes testes no Brasil ainda não há uma regulamentação definida de como os geneticistas, médicos e laboratórios devem proceder.
Nos Estado Unidos o Colegiado Americano de Medicina Genética e Genômica- ACMG, determina que os médicos informem ao paciente caso ele tenha o marcador para outras doenças, mesmo que não tenha sido solicitado, mas esse assunto ainda gera muitos debates, pois de acordo com a especialista em direito e medicina Susan Wolf, essas diretrizes retiram do paciente o direito de escolher a que exame vai ser submetido e de não saber sobre uma condição de saúde que venha desenvolver.
No Brasil as opiniões também divergem. A oncogeneticista Maria Isabel Achatz, do Hospital AC Camargo, em São Paulo, está de acordo com a recomendação americana. “Podendo ter informações sobre outras doenças, é um absurdo não contar ao paciente e deixar de informar que ele pode fazer alguma coisa pela sua saúde.” Ela também acha que o paciente tem o direito de se negar a saber o resultado do teste.
Já o oncogeneticista José Cláudio Casali, do Hospital Erasto Gaertner e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná discorda. “O médico não tem o direito de introduzir uma informação para um paciente que não quer saber, que muitas vezes não se sente preparado, nem pode passar por cima da decisão do paciente e informar à família”, diz. “A decisão do paciente tem que ser respeitada até porque não se sabe se a mutação vai ou não expressar a doença. A genética não é determinística e a percepção de risco é muito pessoal. Quando falo que um paciente tem 80% de chance de desenvolver uma doença, ele pode pensar que está entre esses 80% ou entre os 20%.”

E na sua opinião o paciente deve ou não saber?

Esse assunto foi retirado de um artigo da revista Ciência Hoje, acesse e veja os detalhes....

Nenhum comentário:

Postar um comentário