Sequenciamento Genético
O sequenciamento
genético tem ficado cada vez mais popular, principalmente depois que a atriz
Angelina Jolie decidiu realizar mastectomia preventiva quando descobriu,
através do sequenciamento genético, que possui mais de 80% de chances de
desenvolver câncer de mama, doença que atingiu mãe e tia.
Apartir do sequenciamento
genético falhas ou erros nas bases nitrogenadas que compõe o DNA podem ser
identificados, possibilitando a identificar a pré-disposição a determinadas
doenças.
Contudo surge
uma dúvida: caso seja encontrado marcadores para outras doenças que não foram
solicitados o paciente deve ou não ser informado?
Apesar da
popularização destes testes no Brasil ainda não há uma regulamentação definida
de como os geneticistas, médicos e laboratórios devem proceder.
Nos Estado
Unidos o Colegiado Americano de Medicina Genética e Genômica- ACMG, determina
que os médicos informem ao paciente caso ele tenha o marcador para outras
doenças, mesmo que não tenha sido solicitado, mas esse assunto ainda gera
muitos debates, pois de acordo com a especialista em direito e medicina Susan Wolf,
essas diretrizes retiram do paciente o direito de escolher a que exame vai ser
submetido e de não saber sobre uma condição de saúde que venha desenvolver.
No Brasil as
opiniões também divergem. A oncogeneticista
Maria
Isabel Achatz,
do Hospital AC Camargo, em São Paulo, está de acordo com a recomendação
americana.
“Podendo ter informações sobre outras
doenças, é um absurdo não
contar ao paciente
e deixar de informar que ele pode fazer alguma coisa
pela sua saúde.”
Ela também acha que o paciente tem o direito de se negar a saber o resultado do
teste.
Já o oncogeneticista José Cláudio Casali,
do Hospital Erasto Gaertner
e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná discorda. “O médico não tem o direito de introduzir uma informação
para
um paciente que não quer saber,
que muitas vezes não se sente preparado,
nem pode passar por cima
da decisão do paciente e informar à família”, diz. “A
decisão do paciente tem que ser
respeitada até
porque não se sabe se a
mutação vai ou
não expressar a
doença. A genética
não é determinística e a
percepção de risco é muito pessoal. Quando falo
que um paciente tem 80% de chance de desenvolver uma doença,
ele pode pensar que está entre esses
80% ou entre os 20%.”
E
na sua opinião o paciente deve ou não saber?
Esse assunto foi retirado de um artigo
da revista Ciência Hoje, acesse e veja os detalhes....
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