domingo, 8 de setembro de 2013

Telômeros, envelhecimento celular e Câncer, o que ambos têm em comum?



Telômeros, envelhecimento celular e Câncer, o que ambos têm em comum?

Vários estudos moleculares vêm mostrando que o envelhecimento está relacionado com nosso material genético. As células humanas como já se deve saber, são eucarióticas, que em certa etapa na vida do organismo vão se degradando e dando oportunidade a células cancerígenas.
No ponto de vista molecular, devido a atuação de radicais livres, que proporcionam um ambiente oxidativo,  e a teoria de Leonard Hayflick, que é conhecida como limitante de Hayflick, caracterizada pelo encurtamento dos cromossomos a cada replicação e pelas  células possuírem uma capacidade de se dividirem limitadamente, sendo isso uma ação programada do organismo. São considerados, esses, agentes que diminuem o tamanho dos cromossomos.
Entretanto, para que não haja perda de genes e consequentemente morte celular, entram em ação os telômeros, que são estruturas com DNA repetitivo que circundam toda a extremidade do cromossomo para proteger de futuras degradações e fusões com outros cromossomos. Não somente isso, mas também de forma indireta a proliferação de células normais e cancerígenas.
Tal proliferação celular se dá pela enzima telomerase, que vai implementando novos nucleotídeos a cada replicação nos telômeros, que pela sua ausência indica na célula o fator de senescência ,  onde células não conseguem mas se dividir, também conhecido como fase G0 no ciclo celular. Intrigante nisso tudo é que no envelhecimento , células somáticas vão entrando em senescência pela telomerase não mas conseguir atuar em seus cromossomos. Porém em células cancerígenas, a telomerase atua perfeitamente, causando assim, processo mitótico normal em células do câncer.
Farmacologista e geneticistas vêm trabalhando para inibir a ação da telomerase nas células cancerígenas. Hoje se possui fármacos que conseguem inibir a telomerase, porém com alguns efeitos colaterais, fazendo com que companhias farmacêuticas acelerem e aprimorem seus fármacos, para análise em seres humanos.

Por Ândrocles Oliveira Borges (Graduando em Ciências Biológicas)
Referências

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