terça-feira, 17 de setembro de 2013

Você ama o sabor dos alimentos? Descubra se você é um "superprovador"!


Você odeia o gosto de brócolis? Ou acha que toranja é extremamente amargo? Se assim for, você pode ser capaz de culpar o seu paladar! Papilas gustativas são órgãos sensoriais em sua língua que ajudam você a sentir sabores diferentes. Cada papila gustativa é composta por cerca de 150 células, chamadas de receptores. Cada receptor é melhor em detecção de um único sabor: doce, salgado, amargo ou azedo. A soma total dessas sensações é o "sabor" dos alimentos.
O número de papilas gustativas varia de pessoa para pessoa. As pessoas que têm mais papilas gustativas são chamados “superprovadores”. Para os superprovadores, os alimentos têm sabores muito fortes, que muitas vezes os leva a ter fortes gostos e desgostos para diferentes alimentos. Superprovadores frequentemente relatam que os alimentos como brócolis, couve, espinafre, uva, café tem gosto muito amargo.
O oposto de superprovadores são não-provadores. Não provadores têmm muito poucas papilas gustativas e para eles, a maioria dos alimentos parecem brandos e desinteressantes. As pessoas no meio são médio-provadores.

 Que tipo de provador  você acha que é? Você pode descobrir neste projeto de feira de ciências, colocando alguns alimentos de coloração azul na ponta da língua e contando o número de papilas lá. Papilas são estruturas que abrigam as papilas gustativas. Ao testar um grupo de pessoas (30 ou mais), você pode determinar qual a percentagem da população são os não-provadores, superprovadores, e médio- provadores. Que tipo de provador você acha que é mais comum? Pronto para descobrir? Em seguida, é só esticar sua língua e começar a contar!





quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"Doenças Inventadas"


Pessoas que sofrem de doenças psiquiátricas sempre foram alvo de preconceito, contudo há algum tempo foi publicado um estudo completo sobre a biologia desses transtornos. Uma grande ajuda para combater o preconceito e uma prova de que essas não são “doenças inventadas”.



(CRISTIANE SEGATTO)

Esse estudo é resultado de um esforço internacional de 19 países, financiado em parte pelo governo americano. Ele visa apontar o que há em comum, do ponto de vista genético, entre cinco doenças: depressão, transtorno bipolar, autismo, esquizofrenia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Os cientistas analisaram o genoma completo de 33 mil portadores desses distúrbios. Eles foram comparados a 28 mil pessoas não-afetadas pelas doenças. Em quatro diferentes regiões do DNA, foram identificadas variações genéticas que aumentam o risco de desenvolvimento de qualquer um dos cinco transtornos.

Duas das quatro variantes identificadas estão envolvidas na regulação dos canais de cálcio, o que é crucial para o funcionamento adequado das células nervosas. “Eles são fundamentais ao trabalho dos neurônios”, disse à revista Time Bryan King, diretor do departamento de psiquiatria da criança e do adolescente da Universidade de Washington. “O balanço de cálcio e cloreto é crítico para a adequada atividade elétrica dos neurônios”.

Essas descobertas genéticas são um primeiro passo. Falta compreender por que um problema nos canais de cálcio pode levar ao autismo em uma pessoa e, em outra, ao transtorno bipolar. Esse conhecimento pode contribuir para que a comunidade científica repense as doenças psiquiátricas que compartilham a mesma arquitetura genética.

Uma coisa precisa ficar clara: ter essas variações não é certeza de desenvolvimento de qualquer uma dessas doenças. Essas variações aumentam o risco de surgimento dessas doenças, mas não representam uma sina. Segundo o que se sabe até hoje, essas são doenças provocadas por alterações genéticas, fatores bioquímicos e ambientais (estresse, ambiente hostil etc). Os genes são apenas um pedaço da história, mas um pedaço importante.

É assim que a ciência comprova que transtornos psiquiátricos não são “doenças inventadas”. Eles existem, de fato. Negá-los é produzir confusão, é impingir sofrimento desnecessário aos doentes e às famílias



domingo, 8 de setembro de 2013

Informar ou não informar, eis a questão



 Sequenciamento Genético

O sequenciamento genético tem ficado cada vez mais popular, principalmente depois que a atriz Angelina Jolie decidiu realizar mastectomia preventiva quando descobriu, através do sequenciamento genético, que possui mais de 80% de chances de desenvolver câncer de mama, doença que atingiu mãe e tia.
Apartir do sequenciamento genético falhas ou erros nas bases nitrogenadas que compõe o DNA podem ser identificados, possibilitando a identificar a pré-disposição a determinadas doenças.
Contudo surge uma dúvida: caso seja encontrado marcadores para outras doenças que não foram solicitados o paciente deve ou não ser informado?
Apesar da popularização destes testes no Brasil ainda não há uma regulamentação definida de como os geneticistas, médicos e laboratórios devem proceder.
Nos Estado Unidos o Colegiado Americano de Medicina Genética e Genômica- ACMG, determina que os médicos informem ao paciente caso ele tenha o marcador para outras doenças, mesmo que não tenha sido solicitado, mas esse assunto ainda gera muitos debates, pois de acordo com a especialista em direito e medicina Susan Wolf, essas diretrizes retiram do paciente o direito de escolher a que exame vai ser submetido e de não saber sobre uma condição de saúde que venha desenvolver.
No Brasil as opiniões também divergem. A oncogeneticista Maria Isabel Achatz, do Hospital AC Camargo, em São Paulo, está de acordo com a recomendação americana. “Podendo ter informações sobre outras doenças, é um absurdo não contar ao paciente e deixar de informar que ele pode fazer alguma coisa pela sua saúde.” Ela também acha que o paciente tem o direito de se negar a saber o resultado do teste.
Já o oncogeneticista José Cláudio Casali, do Hospital Erasto Gaertner e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná discorda. “O médico não tem o direito de introduzir uma informação para um paciente que não quer saber, que muitas vezes não se sente preparado, nem pode passar por cima da decisão do paciente e informar à família”, diz. “A decisão do paciente tem que ser respeitada até porque não se sabe se a mutação vai ou não expressar a doença. A genética não é determinística e a percepção de risco é muito pessoal. Quando falo que um paciente tem 80% de chance de desenvolver uma doença, ele pode pensar que está entre esses 80% ou entre os 20%.”

E na sua opinião o paciente deve ou não saber?

Esse assunto foi retirado de um artigo da revista Ciência Hoje, acesse e veja os detalhes....

Telômeros, envelhecimento celular e Câncer, o que ambos têm em comum?



Telômeros, envelhecimento celular e Câncer, o que ambos têm em comum?

Vários estudos moleculares vêm mostrando que o envelhecimento está relacionado com nosso material genético. As células humanas como já se deve saber, são eucarióticas, que em certa etapa na vida do organismo vão se degradando e dando oportunidade a células cancerígenas.
No ponto de vista molecular, devido a atuação de radicais livres, que proporcionam um ambiente oxidativo,  e a teoria de Leonard Hayflick, que é conhecida como limitante de Hayflick, caracterizada pelo encurtamento dos cromossomos a cada replicação e pelas  células possuírem uma capacidade de se dividirem limitadamente, sendo isso uma ação programada do organismo. São considerados, esses, agentes que diminuem o tamanho dos cromossomos.
Entretanto, para que não haja perda de genes e consequentemente morte celular, entram em ação os telômeros, que são estruturas com DNA repetitivo que circundam toda a extremidade do cromossomo para proteger de futuras degradações e fusões com outros cromossomos. Não somente isso, mas também de forma indireta a proliferação de células normais e cancerígenas.
Tal proliferação celular se dá pela enzima telomerase, que vai implementando novos nucleotídeos a cada replicação nos telômeros, que pela sua ausência indica na célula o fator de senescência ,  onde células não conseguem mas se dividir, também conhecido como fase G0 no ciclo celular. Intrigante nisso tudo é que no envelhecimento , células somáticas vão entrando em senescência pela telomerase não mas conseguir atuar em seus cromossomos. Porém em células cancerígenas, a telomerase atua perfeitamente, causando assim, processo mitótico normal em células do câncer.
Farmacologista e geneticistas vêm trabalhando para inibir a ação da telomerase nas células cancerígenas. Hoje se possui fármacos que conseguem inibir a telomerase, porém com alguns efeitos colaterais, fazendo com que companhias farmacêuticas acelerem e aprimorem seus fármacos, para análise em seres humanos.

Por Ândrocles Oliveira Borges (Graduando em Ciências Biológicas)
Referências



Criação e recriação
Nobel de Medicina ou Fisiologia de 2012 vai para biólogo que abriu caminho para a reprogramação celular e para médico que tornou possível a criação de células-tronco sem o uso de embriões.
Por: Sofia Moutinho
nobelmedicina01O japonês Shinya Yamanaka e o inglês John B. Gurdon levaram o Nobel por mostrarem que células adultas podem ser reprogramadas para virar qualquer tecido do corpo. (fotos: Instituto Nobel)
As células-tronco são mais uma vez o tema do prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia. O inglês John Gurdon e o japonês Shinya Yamanaka dividirão este ano o prêmio de R$ 2,6 milhões por estudos que mostraram que células maduras e especializadas podem ser reprogramadas para dar origem a qualquer tipo de tecido, descoberta que promete mudar os rumos de tratamentos de diversas doenças.

Em 2007, o Nobel também foi para pesquisadores que estudaram as células-tronco. O inglês Martin J. Evans e os norte-americanos Mario R. Capecchi e Oliver Smithies ganharam o prêmio por experimentos com camundongos transgênicos que lhes permitiram descobrir como manipular geneticamente células-tronco embrionárias.
Agora, o reconhecimento vai para Gurdon, que abriu caminho para os estudos sobre células-tronco em 1962, quando o termo ainda nem existia. Na época, ainda estudante de graduação em biologia da Universidade de Oxford, o cientista descobriu que a especialização das células é reversível.
A pesquisa de Gurdon, além de ser um marco no estudo das células-tronco, possibilitou a clonagem de mamíferos
Todos nós já fomos um aglomerado de células-tronco que se diferenciaram em células com funções específicas, como as nervosas e musculares, e formaram nosso corpo. Até a descoberta de Gurdon, pensava-se que esse era um caminho de mão única, que as células desenvolvidas não poderiam retornar ao estágio imaturo em que são pluripotentes, ou seja, que têm amplas possibilidades de diferenciação.
O cientista mostrou que isso era possível em um experimento clássico em que substituiu o núcleo de um ovo de rã pelo núcleo de uma célula intestinal madura de outra rã. O ovo se desenvolveu normalmente e gerou um girino normal, clone do segundo sapo. Isso mostrou que o DNA de uma célula madura guarda a informação necessária para gerar todas as células de um organismo. A pesquisa, além de ser um marco no estudo das células-tronco, possibilitou, mais tarde, a clonagem de mamíferos.
Mais informações e fonte:  http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/premio-nobel-2012/criacao-e-recriacao







 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013




Médicos estrangeiros: sim ou não? Qual sua opinião?

Abaixo segue o trecho de uma notícia que retrata o assunto. Veja a notícia completa: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/08/29/dilma-mais-medicos-atende-a-uma-reclamacao-da-sociedade/



A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o Programa Mais Médicos atende a uma reclamação da sociedade. “Fizemos esse programa porque há uma reclamação da sociedade. O governo que não escutar a reclamação do povo, não é um bom governo. Nós escutamos que a saúde tem um problema, o atendimento. Então fizemos um programa de chamamento para onde não havia médicos suficientes. Aqui no Brasil, há 700 municípios em que nenhum médico mora lá”, disse.
Para justificar a vinda de médicos estrangeiros, a presidente ressaltou que não houve número de médicos suficientes para alguns lugares do Brasil, que geralmente têm menos médicos, como periferias, interior do país, zona de fronteira, Semiárido nordestino e Amazônia e algumas regiões de grande pobreza com Índice de Desenvolvimento Humano [IDH] muito baixo.

- Comente o que você acha!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

“Cientistas desligam cromossomo extra que causa a Síndrome de Down”

Essa notícia foi tirada de 2, dentre vários, sites de notícias. O trabalho foi submetido à revista Nature para a publicação em 2012, mas só foi aceito pela revista há um mês, sendo que passou um ano em revisão. Foi liderada pela pesquisadora Jeanne Lawrence na Faculdade de Medicina da Universidade de Mussachusetts. Essa notícia pode causar um impacto, nem tanto, na sociedade devido à utilização de células-tronco para essa técnica. Segundo a fonte de notícia, diz que foi utilizado células-tronco de pluripotência reduzida (iPS) de um paciente com Síndrome de Down.
Fonte: http://www.clinicaprogenese.com.br
Mas, o que causaria desconforto ainda maior seria a utilização de células-tronco embrionária, já que nesse caso, estaria prejudicando de forma letal a vida de um ser. A iPS pode ser retirada de qualquer parte do corpo do paciente, contando que seja autorizado.Entretanto isso pode ser considerado um marco na história de ciência. É claro, que nem tudo está perfeito. “Desligar” o cromossomo extra, não significa a cura. Talvez, isso possa parecer impossível já que os “efeitos da trissomia do cromossomo 21 acontecem desde o desenvolvimento embrionário, e isso é impossível reverter”, explica Maria Isabel, da Universidade Federal de São Paulo. Como é “quase” impossível achar a cura, então os cientistas pensaram nessa possível técnica (desligamento a partir da ingestão de uma cópia do gene XIST) evitar alguns efeitos contrários da síndrome tais como problemas neurológicos e hematológicos. E também, essa técnica será uma ferramenta de pesquisa para o entendimento de outras alterações cromossômicas como as trissomias dos cromossomos 13 e 18, os quais são letais nos primeiros anos de vida.Segundo a pesquisadora Lucy Raymond, do departamento de medicina genética da Universidade de Cambridge, diz que ainda é muito cedo para falar em desdobramentos concretos, ainda está num estágio celular preliminar. Porém, com essa descoberta, podemos perceber que muitas pessoas portadoras dessa síndrome e até mesmo os responsáveis por elas, poderão ser beneficiados. Sem falar que poderá cair o índice de diagnósticos de mal de Alzheimer, problemas cardíacos e entre outras consequências que estão, de forma, relacionadas com a síndrome de Down.Portanto, essa descoberta poderá beneficiar várias pessoas, mesmo que não seja de modo repentino, mas em forma de terapias, medicamentos. Como tudo isso, a esperança pode aumentar e certos preconceitos podem acabar. 

Escrito por Luana da Silva Nonato (Graduanda de Ciências Biológicas)

Texto formatado a partir das fontes:

BBC News, acessado no dia 13 de agosto de 2013.Estadão, acessado no dia 01 de julho de 2013